FCP comemora o sucesso da Semana do Quadrinho Nacional

Encerra nesta sexta-feira (02) a Semana do Quadrinho Nacional na Biblioteca Arthur Vianna, realizada no prédio do Centur. Uma das atrações da programação foi a oficina de quadrinhos com Rosinaldo Pinheiro, criador da Turma do Açaí. Sua participação na palestra e na oficina sobre histórias em quadrinhos buscou despertar o interesse do público e repassar as técnicas básicas aos iniciantes na arte do desenho, para que  desenvolvam sua criatividade na criação das HQs.


Eliane Quaresma - Mãe do Lucas

Rosinaldo conta que abordou as técnicas utilizadas para produzir seus quadrinhos e sua experiência no mercado para repassar aos participantes um conhecimento razoável sobre o processo de criação, rascunho, desenho e estilos. A estudante Paola Diellem, 15, foi uma das participantes e diz que gostou muito da oficina. “Pude conhecer os diversos estilos de quadrinhos e aprender técnicas para colocar em prática o trabalho social que desenvolvo”, conta.

Lançamentos - Durante o evento, marcado por lançamentos e bate-papo com o quadrinhista, uma participação foi mais do que especial: a do artista Lucas Quaresma. Ele é autista e autor da série de quadrinhos “Medo de quê?”, onde retrata de forma bem humorada os seus medos e os de outras pessoas.

A mãe de Lucas, Eliene Quaresma, de 54 anos, conta que desde o diagnóstico de autismo, aos três anos, a vida tem sido uma constante superação. “Quando você recebe um diagnóstico desses na família e ouve que seu filho não vai conseguir fazer nada, não tem como não se sentir afetada. Você tem que buscar força em algum lugar, em si mesma, nas outras pessoas”, conta.

O desenho sempre esteve na vida do menino, diz a mãe, explicando que os traços de Lucas sempre foram uma forma de ele se expressar. “A habilidade de desenhar tem a função de traduzir os sentimentos dele. Com muito amor e dedicação conseguimos transformar isso em algo que influencia positivamente a vida de outras pessoas”, afirma.


Lucas Quaresma

Para transportar seus desenhos em revista, publicada e vendida nas bancas, Lucas precisou de ajuda na diagramação e finalização das artes. É aí que entraa design Thayz Magnago, de 35 anos. “Geralmente ele faz a maior parte, a gente só entra na finalização. Temos feito um trabalho junto às escolas de Belém e a crianças tem se mostrado muito receptivas. Teve um aluno que mandou mensagem pedindo uma historinha sobre o medo de escuro”, conta.

Feira do Quadrinho - Para esquentar ainda mais a programação da Semana do Quadrinho Nacional, foram convidados alguns expositores de HQS nacionais como da Turma da Mônica e dos selos Marvel e DC Comics.

Para muitos a Semana do Quadrinho Nacional não é um espaço apenas para divulgar as HQs, mas onde as pessoas podem trocar ideias ou adquirir exemplares. Um dos expositores da feira, o professor de Geografia Erick Batalha, 22, conta que este é o primeiro ano que participa do evento como expositor. “Ano passado eu vim como visitante. Este ano decidi mudar de perspectiva, trouxe 90 títulos e mais de 100 quadrinhos. Estou gostando de participar, é uma boa experiência”, comenta.

Sobre a Semana do Quadrinho Nacional, ele afirma que a iniciativa é boa, pois os visitantes que vem para a programação acabam conhecendo HQS e autores que são da cidade. “Tem muita coisa boa sendo feita e um evento como esse permite às pessoas conhecerem essa produção. Muitos expositores que estão nessa edição da feira começaram no espaço da gibiteca”, pontua.

Muitos visitantes vão à feira à procura de exemplares raros ou, no caso dos colecionadores, apenas para aumentar o seu acervo. É o caso do historiador Márcio Alexandre, 37. “Como colecionador, vim para adquirir alguns exemplares que ainda não tenho”, diz

(Colaboração: João Pedro Melo, Joelson Amaral e Agilson Ribeiro)



Por Andreza Gomes

12 visualizações

© 2020 por HQs do Lucas.

  • Instagram